Quando um proprietário decide vender um imóvel, uma das primeiras perguntas costuma ser: "Quanto vale?" Muitas vezes, a resposta surge de comparações superficiais: o valor pedido pelo vizinho, um anúncio visto na internet ou a expectativa de retorno sobre o investimento feito ao longo dos anos. Esses fatores fazem parte da percepção do mercado, mas não são suficientes para definir um preço de venda. E é aí que está um dos erros mais comuns.

O dado que muita gente ignora: 67% dos imóveis são vendidos com desconto

Segundo a pesquisa , 67% das transações imobiliárias no primeiro trimestre de 2026 envolveram algum tipo de desconto sobre o preço anunciado. Isso significa que, na maioria dos casos, o valor pedido inicialmente não corresponde ao valor real de negociação.

Uma pesquisa rápida nos portais mostra dezenas de imóveis semelhantes anunciados na mesma região. Mas existe uma diferença crucial: o preço anunciado representa a expectativa do vendedor, não o valor que o mercado está disposto a pagar. Uma avaliação consistente precisa considerar características do imóvel, localização, oferta, demanda e o comportamento real do mercado.

O risco de anunciar acima do mercado

É natural que o proprietário queira obter o maior valor possível. No entanto, um preço elevado demais pode produzir o efeito contrário. Dados do  indicam que a velocidade média de venda de um imóvel no Brasil gira em torno de 480 dias. Na RE/MAX Brasil, esse prazo cai para 114 dias, o que mostra que uma precificação alinhada ao mercado acelera significativamente a negociação.

Imóveis que permanecem muito tempo anunciados perdem competitividade. Compradores começam a questionar por que aquele imóvel ainda não foi vendido, e a negociação se torna mais difícil. Em casos extremos, o imóvel acaba sendo vendido por um valor inferior ao que poderia ter alcançado se tivesse sido precificado corretamente desde o início. O  acumulou alta de 2,89% nos preços de venda entre janeiro e julho de 2026 — um cenário de valorização moderada que torna a precificação correta ainda mais decisiva.

E anunciar abaixo do valor?

Também não é a melhor estratégia. Um preço muito baixo pode gerar uma venda rápida, mas representar perda patrimonial para o proprietário. Encontrar o equilíbrio entre competitividade e valorização exige conhecimento do mercado e análise de informações confiáveis.

O que influencia o valor de um imóvel?

Cada imóvel possui características próprias. Entre os fatores que influenciam a formação do preço estão:

  • ✔ Localização;
  • ✔ Estado de conservação;
  • ✔ Área privativa;
  • ✔ Padrão construtivo;
  • ✔ Idade do imóvel;
  • ✔ Número de vagas de garagem;
  • ✔ Posição em relação ao sol;
  • ✔ Infraestrutura do condomínio;
  • ✔ Oferta e demanda na região;
  • ✔ Liquidez de imóveis semelhantes.

Dois apartamentos no mesmo bairro, ou até no mesmo condomínio, podem apresentar valores diferentes.

O papel da análise de mercado

Uma boa avaliação vai muito além de atribuir um número ao imóvel. Ela procura compreender como o mercado está se comportando naquele momento e como imóveis semelhantes vêm sendo ofertados e negociados. O preço médio do metro quadrado residencial, segundo o FipeZAP de julho de 2026, varia significativamente entre capitais — de R$ 3.700/m² em Porto Alegre a mais de R$ 10.000/m² em São Paulo e Rio de Janeiro. Essas diferenças reforçam que cada região tem sua própria dinâmica.

Uma análise sólida permite definir uma estratégia de comercialização mais consistente, atraindo compradores qualificados e reduzindo o empo de permanência do imóvel no mercado.

Amanda Lopes | Corretora de Imóveis — CRECI-MG 30.422.
Atendimento consultivo em Juiz de Fora.
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